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Compreensão e investigação do BIM ao longo de todo o ciclo de vida da construção

Sincronização WeChat · Xiaowei · 2024-10-14

Li Luyang (Hunan Hengchuang Architectural Design Co., Ltd., Changsha)


Resumo

Este artigo parte do ciclo de vida completo da edificação e, de acordo com as etapas de implementação dos projetos de construção, divide-o em três fases, analisando e discutindo preliminarmente as características dos modelos BIM e os padrões de verificação de qualidade em cada fase, a partir do que propõe recomendações direcionadas e planos de implementação. Ao final, o artigo examina algumas concepções atualmente em voga, aponta as questões centrais e os problemas difíceis a serem enfrentados na próxima etapa e deposita esperanças no desenvolvimento do BIM.
Palavras-chave: ciclo de vida completo, edifício físico, edifício virtual, formato de dados, grande mercado unificado.

Introdução

A construção civil, como uma das indústrias de base da economia nacional, tem importância que dispensa comentários. O BIM, como instrumento para a modernização e a transformação do setor da construção, é reconhecido pelos profissionais do setor como o caminho obrigatório para impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade da construção. No entanto, o desenvolvimento do BIM tem ficado aquém do esperado, e os marcos decisivos vêm sendo adiados sucessivamente. O autor considera que as principais razões são as seguintes: compreensão insuficiente, métodos pouco científicos, investimento insuficiente, entre outras.


1 O passado e o presente do BIM

Na década de 1970, o professor Charles M. Eastman, da Universidade Carnegie Mellon, propôs o protótipo do conceito de BIM — o sistema de descrição de edificações, isto é, a descrição de edifícios baseada em computador, com o objetivo de realizar a visualização e a análise quantitativa dos projetos de construção e aumentar a eficiência das obras.

Com o desenvolvimento do hardware e do software de computadores, somente em 2002, quando a empresa norte-americana Autodesk adquiriu a empresa de software Revit, é que, com base em estratégias de divulgação no mercado, o termo “modelo de informações da construção” (Building Information Modeling, BIM) foi oficialmente lançado. Após mais de vinte anos de desenvolvimento, diversas empresas de software, nacionais e estrangeiras, lançaram sucessivamente seus próprios softwares BIM, exagerando nas funções dos programas, na expectativa de conquistar maior participação de mercado na concorrência.

Do “modelo de informações da construção” (Building Information Modeling) proposto pela Autodesk ao “gerenciamento de informações da construção” (Building Information Mangement), hoje mais reconhecido no campo da gestão de projetos, a definição de BIM se tornou cada vez mais ampla, e as funções e exigências que lhe são atribuídas também aumentam cada vez mais.

Finith E. Jernigan, no livro “BIG BIM little bim”, descreve claramente o processo de desenvolvimento do conceito de BIM: o little bim seria como a tecnologia computacional anterior ao surgimento da internet; por volta de 1996, o little bim tornou-se uma tecnologia computacional capaz de se conectar à rede local e começou a transição para a plena conexão à internet. O big BIM seria como o computador pessoal totalmente integrado à rede, plenamente integrado à internet.

Do protótipo conceitual de BIM de Charles Eastman ao “gerenciamento de informações da construção” no campo da gestão de projetos, e daí à plena integração com a internet, o conteúdo e a abrangência do conceito de BIM vêm se ampliando, em constante evolução. O BIM não é apenas uma questão técnica, mas também uma questão social.


2 Compreensão do ciclo de vida completo da edificação


 2.1 O ciclo de vida completo tradicional da edificação

O ciclo de vida completo é uma característica importante do BIM. Liderar projetos e equipes com modelos virtuais, plenamente integrados à internet e, por meio da construção de uma plataforma de big data, transformará por completo a forma de colaboração do setor da construção. A organização norte-americana bSa (building SMART alliace) compilou, de forma bastante detalhada, as aplicações do BIM em todo o ciclo de vida dos projetos de construção. Livros nacionais correlatos também elaboraram um clássico diagrama ilustrativo (Figura 1).


Figura 1 O ciclo de vida completo tradicional da edificação 

O diagrama tradicional do ciclo de vida completo apenas ilustra o processo integral do projeto de edificação — consultoria e projeto, construção, operação e manutenção, demolição — sem realizar investigações mais aprofundadas nem analisar as circunstâncias particulares de cada fase; por isso, não consegue identificar as prioridades do BIM em cada etapa nem as estratégias para sua promoção.


2.2 O novo ciclo de vida completo da edificação

O novo diagrama do ciclo de vida completo da edificação (Figura 2) é mais lógico: o edifício virtual tridimensional perpassa todo o ciclo de vida no mundo digital, enquanto o edifício físico é construído no mundo real. Com isso, o ciclo de vida completo do BIM é dividido em três fases: o BIM voltado à consultoria e ao projeto (abreviado como BIM de projeto), o BIM voltado à construção (abreviado como BIM de construção) e o BIM voltado à gestão da operação e manutenção (abreviado como BIM de operação e manutenção).



Figura 2 O novo ciclo de vida completo da edificação 

2.2.1 O BIM voltado à consultoria e ao projeto

Há mais de uma dezena de softwares BIM de todos os tipos no mercado, mas poucos realmente atendem às exigências dos projetistas. As leis e regulamentos vigentes consideram os desenhos bidimensionais assinados e carimbados como produtos de entrega com força jurídica, e o estabelecimento, o desenvolvimento e a maturidade desse sistema levam séculos para se consolidar. O núcleo do software BIM é o edifício virtual tridimensional, cuja vantagem inata está na entrega por modelos; contudo, cerceado pela legislação e pelo sistema de entrega de desenhos bidimensionais, por um longo período a conversão dos modelos virtuais tridimensionais em desenhos bidimensionais em conformidade com as leis e regulamentos vigentes é uma característica importante do software BIM.

Com base no exposto, para que o BIM se desenvolva bem, é necessário formular um conjunto de normas e um sistema de padrões de avaliação da qualidade dos modelos adequados à entrega de modelos virtuais tridimensionais. O modo de entrega de desenhos bidimensionais não é o melhor, mas é relativamente aceitável; a qualidade da entrega de modelos tridimensionais é a melhor, porém carece dos devidos suportes (aqui, suportes remete à dependência de trajetória, conceito da economia). Aproveitando a propriedade “o que você vê é o que você obtém” do modelo BIM, e com a compreensão plena de todas as partes envolvidas no projeto, é possível contabilizar em tempo real as quantidades físicas do modelo da edificação (cimento, areia, armadura), estabelecendo a precisão das quantidades físicas como critério objetivo de avaliação da qualidade do modelo BIM, como um sistema paralelo e complementar ao regime vigente de entrega de desenhos bidimensionais, e abandonando o sistema de revisão de BIM atualmente em voga, inútil e que desperdiça dinheiro e trabalho. A maior vantagem das quantidades físicas do modelo BIM (cimento, areia, armadura) é que elas podem ser verificadas durante o processo construtivo; o contratante ou os órgãos governamentais competentes podem tomar o desvio positivo ou negativo entre as quantidades físicas do modelo BIM e as quantidades físicas efetivamente utilizadas na obra concluída (cimento, areia, armadura) como critério de avaliação da qualidade do modelo tridimensional do BIM de consultoria e projeto, implementando um mecanismo relativamente objetivo de premiação e punição e impulsionando o desenvolvimento de alta qualidade do BIM de consultoria e projeto.

2.2.2 O BIM voltado à construção 

Não há como evitar o fato de que as construtoras têm motivação mais forte para implementar o BIM e alcançam os resultados mais expressivos; a razão fundamental está em aproveitar ao máximo as vantagens naturais do modelo de edifício virtual do BIM, evitando a desvantagem de converter o modelo virtual em desenhos bidimensionais. Limitadas pelas restrições do sistema e pela escassez de talentos, a maioria das construtoras obtém modelos BIM por meio de profissionais com formação na especialidade de equipamentos, que reconstroem os modelos a partir de desenhos bidimensionais; em razão da insuficiência inata de conhecimentos profissionais, conseguem identificar, na maioria das vezes, apenas problemas explícitos, como colisões de tubulações, entregando-se à correção da qualidade dos desenhos bidimensionais e desviando-se da direção correta do desenvolvimento do BIM de construção.

O critério usual do setor para avaliar uma construção, em suma, é concluir a obra no prazo, com qualidade e quantidades conforme o especificado. Na era da entrega de desenhos bidimensionais, foram raríssimos os projetos que realmente cumpriram esses requisitos. Primeiro, quanto à qualidade: os desenhos bidimensionais já nascem com problemas de qualidade, que normalmente precisam ser compensados pelas construtoras durante a execução; as boas construtoras corrigem os problemas de qualidade dos desenhos, enquanto as ruins os ampliam. Segundo, quanto ao volume de trabalho: os desenhos bidimensionais são inatamente deficientes na expressão das relações espaciais tridimensionais, e o cálculo do volume de trabalho depende da experiência humana. A supervisão e o controle no canteiro dependem basicamente de mão de obra, e gestores de campo inexperientes dificilmente conseguem controlar com eficácia o volume de trabalho da obra, o que acaba resultando em estouro na liquidação. Por fim, quanto ao prazo: sob o atual sistema técnico de construção, quase 90% dos canteiros atrasam o cronograma. A principal tarefa do BIM de construção é resolver esses três problemas e fazer com que o projeto seja concluído no prazo, com qualidade e quantidades. Com base em um modelo BIM de construção de alta qualidade, é possível concentrar os esforços no processo construtivo, organizar cientificamente e adotar ativamente novas tecnologias; desse modo, economizar prazos e melhorar a qualidade passam a contar com um caminho técnico confiável.
2.2.3 O BIM voltado à gestão da operação e manutenção

O edifício físico concluído e em operação é, em certo sentido, o edifício físico gêmeo do modelo de edifício virtual do BIM no mundo real. O edifício virtual do BIM, que carrega os dados e as informações gerados e coletados pelo edifício físico, pode ser denominado edifício digital; embora tenha nascido no setor da construção, ele o transcende. Somente quando o edifício digital se desvencilhar do setor da construção, abraçar ativamente tecnologias emergentes, como big data, computação em nuvem e Internet das Coisas, e ingressar em um novo campo integrado, é que poderá verdadeiramente se tornar um edifício digital inteligente.

Há alguns anos, a cidade de Hangzhou, valendo-se dos serviços em nuvem da Alibaba, vem explorando as aplicações de vanguarda do “cérebro urbano”. O autor, com algum conhecimento dos materiais pertinentes, verifica que, até o momento, apenas os túneis subterrâneos de serviços públicos e parte das redes públicas de água e eletricidade foram digitalizados; nos demais aspectos, foi montado apenas um esqueleto rudimentar, ainda muito distante da necessidade real de penetrar na vida cotidiana da população.

Sem a aplicação difundida da tecnologia BIM para realizar o gêmeo digital dos edifícios, seria como se os edifícios não tivessem cérebro: como poderiam sustentar o cérebro urbano e concretizar a cidade inteligente? Apoiando-se no modelo BIM para realizar o gêmeo digital dos edifícios e combinando tecnologias de ponta, como o big data, para analisar em profundidade os diversos dados gerados pelos edifícios, é possível descentralizar os dados e computá-los de forma distribuída, aliviando a pressão sobre a capacidade de processamento computacional central. Do ponto de vista do percurso técnico, trata-se também de um processo de desenvolvimento do mais fácil para o mais difícil e do ponto para a totalidade, no qual os resultados são mais fáceis de alcançar.

Uma aplicação mais urgente do edifício com gêmeo digital: por meio de drones que coletam dados no canteiro, o edifício do mundo real pode ser comparado com o edifício digital, permitindo monitorar com maior eficácia o estado imediato dos edifícios urbanos e conter de forma efetiva as construções irregulares. Para os edifícios com gêmeo digital em que a tecnologia BIM foi aplicada de forma sistemática no projeto e na construção e que passaram pela vistoria de aceitação, sugere-se que o arquivo público os adquira segundo padrões razoáveis, formando os ativos digitais da cidade; a operação posterior ficaria a cargo do arquivo público, que alugaria ou venderia esses ativos digitais para terceiros, gerando receitas estáveis. Dessa forma, com o governo dando o impulso inicial e a operação contínua em seguida, é possível ao mesmo tempo aliviar a pressão fiscal e evitar a concorrência desordenada e o monopólio de fato da operação empresarial; é também outra linha de pensamento para resolver o investimento inicial da construção digital urbana.


3 Enfrentar a realidade do investimento insuficiente e formular políticas adequadas
O BIM voltado à consultoria e ao projeto e o BIM voltado à construção, em essência, ainda pertencem ao âmbito do setor da construção. Segundo dados do American Institute of Architects, os projetos que implementam corretamente o BIM conseguem economizar investimento e prazo; no exterior, não há necessidade de investimento adicional em BIM — é claro que isso também está relacionado ao modo de contratação por empreitada global do projeto e à forma de celebração dos contratos, o que constitui outro tema de pesquisa.
Na realidade nacional, os investimentos dos projetos frequentemente ultrapassam o orçamento e os prazos excedem o planejado, o que indica que os dados básicos do orçamento e do cronograma do projeto estão errados ou que a empresa vencedora conquistou a licitação com preço baixo e, durante a execução, deliberadamente estoura o orçamento e o prazo para compensar as perdas decorrentes do preço baixo. Em razão do rápido desenvolvimento do setor imobiliário nos últimos mais de vinte anos, a maioria das empresas de consultoria e projeto e das construtoras, em maior ou menor grau, trilhou o caminho tosco de “vender depressa sem lavar o barro”, sem energia nem capacidade para conhecer e pesquisar o BIM de forma abrangente, perdendo a disposição e a capacidade de fazê-lo; por isso, o governo precisa, na fase inicial, exercer a necessária liderança e prestar assistência.
O Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural (MOHURD) exige que os governos locais discriminem, na fase de investimento dos projetos, uma rubrica orçamentária específica para o BIM; contudo, pela situação real de cada província, são pouquíssimos os projetos que contam com rubrica separada de BIM. Examinando a fundo as razões, não existe relação necessária entre insumo e retorno, e não é possível estabelecer os critérios de avaliação correspondentes. Segundo a análise do ciclo de vida completo da edificação, os critérios de avaliação devem estar em conformidade com as características do BIM de projeto e do BIM de construção. O BIM de projeto deve comparar as quantidades físicas de projeto do edifício virtual (cimento, areia, armadura) com as quantidades físicas reais da edificação após a conclusão (cimento, areia, armadura), tomando como critério de avaliação um desvio positivo ou negativo dentro de determinada faixa, de modo a pressionar as empresas de consultoria e projeto a aplicar ativamente a tecnologia BIM e a reduzir o desvio entre as quantidades de projeto e as quantidades da obra concluída. O BIM de construção deve comparar o ciclo de construção planejado com o ciclo efetivamente executado, tomando como critério de avaliação um desvio positivo ou negativo dentro de determinada faixa. Com critérios claros e confiáveis, e à medida que a amostra aumenta, os dados se tornam cada vez mais precisos e os desvios, cada vez mais científicos. Dessa forma, com base na situação real da promoção e implementação do BIM no país, propõe-se uma recomendação em duas etapas. 
Em primeiro lugar, parte da reserva para imprevistos (despesas não previstas) da elaboração orçamentária deve ser destinada a uma rubrica específica de custos de BIM, o que traz três vantagens: primeira, garante a fonte dos recursos do investimento em BIM sem, contudo, aumentar o investimento total do projeto; segunda, reflete, na fase atual, a imprevisibilidade do investimento em BIM — se a tecnologia BIM for corretamente implementada e as quantidades físicas da obra concluída e o cronograma real não ultrapassarem os limites, será possível alcançar uma situação de ganhos múltiplos para o investidor, o contratante, a consultoria de projeto e a construtora; terceira, em razão da defasagem das leis e regulamentos vigentes, o investidor, o contratante, a consultoria de projeto e a construtora precisam ser os primeiros a experimentar e testar. 

Em segundo lugar, o BIM deve ser incorporado como tecnologia e fluxo de trabalho regulares do contratante, da consultoria de projeto e das construtoras, com orientação correta, divulgação e aplicação; quando a modernização de todo o setor da construção se tornar a grande tendência e houver acúmulo suficiente de dados de BIM, talvez a rubrica específica de custos de BIM possa ser dispensada.

4 Algumas questões importantes na implementação do BIM
 4.1 A questão do formato de transmissão de dados
O BIM voltado ao projeto requer softwares com funções que atendam às necessidades dos projetistas; o BIM voltado à construção requer funções que atendam às necessidades dos gestores da obra; quanto ao BIM voltado à operação e manutenção, as funções exigidas são as mais diversas. É praticamente impossível que um único software atenda às necessidades de todas as partes. Por isso, a organização internacional buildingSMART propôs o conceito de openBIM: profissionais das diversas áreas do setor trabalham com softwares adequados às suas próprias especialidades e realizam a troca de dados por meio de padrões e formatos comuns, como IFC (Figura 3), BCF, DWG e PDF. O padrão IFC é público e aberto: não é monopolizado por fornecedores de software nem apresenta problemas de “estrangulamento tecnológico”, sendo uma boa escolha; ainda assim, é necessário que o governo estabeleça uma instituição de interesse público para participar do desenvolvimento contínuo do padrão IFC.

Figura 4 Interação de modelos por arquivos IFC 
4.2 A questão da proteção contra adulteração na transmissão de dados

Na era bidimensional, todo o setor entregava os resultados por meio de desenhos bidimensionais; sobretudo as plantas carimbadas, dotadas de status de documento legal, possuíam também a propriedade natural de não serem adulteráveis. Ao entrar na era do BIM, plenamente integrado à internet, os dados passam a ser transmitidos por meio de redes, sendo necessário desenvolver um mecanismo que garanta que, durante a transmissão, os dados não sejam perdidos inadvertidamente nem adulterados de forma maliciosa, de modo a conferir à entrega tridimensional significado jurídico, isto é, o status legal das plantas carimbadas. Em especial, é preciso corrigir pela raiz as concepções e os mecanismos atualmente em voga e equivocados, como “consistência entre desenho e modelo” e “revisão de BIM”, que não resolvem nem os problemas técnicos nem os jurídicos, apenas provocam desperdício de recursos de todo o setor e da sociedade.

4.3 O sistema de custos de construção

Na era bidimensional, em razão das limitações dos meios técnicos, o cálculo das quantidades de obra era bastante aproximado e exigia cálculo manual, ao mesmo tempo penoso e impreciso. O software BIM elevou consideravelmente o refinamento e a precisão do levantamento de quantitativos; contudo, o sistema de custos não o acompanhou, ainda empregando o antigo sistema de custos baseado em normas de consumo e listas de quantitativos, o que restringe a aplicação e o desenvolvimento do BIM. É necessário formular um sistema de custos adaptado ao cálculo de quantitativos com BIM.

4.4 O grande mercado unificado

A promoção do grande mercado unificado faz o produto da construção retornar à condição de mercadoria comum. Sob a perspectiva da transação, o produto da construção também é uma mercadoria; contudo, devido ao forte vínculo entre construção e solo e às limitações técnicas, ele se converteu em uma mercadoria de profunda customização, com características únicas e regionais, que restringem sua condição de mercadoria comum. O desenvolvimento da tecnologia e dos fluxos de trabalho BIM fez cair drasticamente o custo da simulação de dados do modelo virtual tridimensional da edificação; embora o produto da construção ainda possua unicidade e regionalidade, a maior parte de seus componentes construtivos e de seus fluxos de construção pode ser decomposta em componentes padronizados de uso universal e métodos construtivos padrão, que, por meio da simulação de dados, podem ser simulados e iterados, reduzindo, na origem, o desperdício durante a execução. Os edifícios pré-fabricados atualmente em voga, por não possuírem capacidade de simulação de dados, muitas vezes só conseguem escolher um número limitado de fábricas de componentes durante a execução, permanecendo como mercadorias customizadas, sem possibilidade de redução de custos. A maioria dos edifícios pré-fabricados, em tese, economiza custo e prazo, mas, na prática, não é mais rápida nem melhor do que a estrutura tradicional de concreto moldado in loco. Com o uso correto do fluxo de informações do BIM, as fábricas de componentes podem obter livremente as informações BIM da edificação e, por meio de simulação, produzir, com base nas próprias vantagens, componentes pré-fabricados que atendam aos requisitos da edificação, oferecendo às construtoras a fabricação e a cotação dos componentes; as construtoras podem, por meio do modelo BIM, simular virtualmente se os componentes da fábrica atendem às exigências e decidir livremente pela compra. Embora a edificação como um todo seja uma mercadoria profundamente customizada, seus componentes passam a possuir a condição de mercadoria comum; por meio da concorrência no grande mercado unificado, os recursos são plenamente utilizados, e a qualidade e a eficiência serão muito elevadas, alcançando-se a meta do desenvolvimento de alta qualidade do setor da construção.


5 Conclusão
 Embora a popularidade do BIM tenha diminuído nos últimos anos, seu núcleo continua em consonância com a direção futura do desenvolvimento do setor da construção.Os profissionais do setor, em geral, precisam partir de uma perspectiva filosófica, valorizar a metodologia, compreender cientificamente, nos planos técnico e social, o nascimento e o desenvolvimento do BIM, captar as características de cada fase de sua implementação e promoção, formular políticas adequadas e direcionadas e resolver os problemas fundamentais, para que o caminho do desenvolvimento de alta qualidade se torne cada vez mais amplo.

Referências:

[1]Yan Xiaoqiang, Zeng Xudong, Chen Lili, Hong Miao. Guia de projeto tridimensional para arquitetos do ARCHICAD [M]. Pequim: China Architecture & Building Press, outubro de 2021: 2552-257 .

[2](EUA) Finith E. Jernigan. BIG BIM little bim [M]. Cheng Bei, Zhou Mengjie, tradução. Pequim: China Architecture & Building Press, abril de 2017: 27-33.

[3]Li Dexian, Ren Xiaodong, Zhu Lijun, Chen Luoke, Wu Pengpeng. Pesquisa sobre o aumento da eficiência do projeto direto em BIM [J]. Ciência da Construção, 2023, 39(02): 225-234. 

[4]Huang Xiuqin. Aplicação do ciclo de vida completo do BIM no projeto de instalação de elevadores da Escola Secundária de Shenzhen [J]. Habitação e Setor Imobiliário, 2022(29): 73-76.

[5]Cui Zhiyong, Lü Chunlei, Wang Yanhan, Yin Yixin. Pesquisa sobre a aplicação do projeto direto em BIM no ciclo de vida completo da engenharia rodoviária [J]. Transportes do Norte, 2022(03): 54-57.



END

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