筑纬建筑科技ZHUWEI

Operação de projetos BIM na Arábia Saudita: prática de ponta a ponta, das restrições contratuais ao gémeo digital

Sincronização WeChat · Xiaowei · 2026-06-08

A Arábia Saudita vive uma onda construtiva sem precedentes. Segundo reportagens, em 2026 o país planeja investir US$ 19 bilhões em nova habitação, e o orçamento do projeto «Cidade do Futuro» NEOM para 2026-2030 chega a US$ 16 bilhões. Impulsionada pela «Visão Arábia Saudita 2030», o Modelo de Informações da Construção (BIM) deixou de ser uma «opção» para se tornar uma «competência indispensável» em grandes projetos. Para as empresas chinesas de construção que já atuam — ou vão atuar — no mercado saudita, compreender a lógica real de operação dos projetos BIM locais deixou de ser um ponto extra: é questão de sobrevivência.

1. O contrato é o ponto de partida de tudo: a entrega BIM deve estar definida já na fase de contratação

Ao contrário do hábito doméstico de «iniciar as obras primeiro e formalizar o contrato depois», os projetos EPC na Arábia Saudita seguem rigorosamente o princípio de «contrato em primeiro lugar». Um contrato típico de engenharia saudita pode facilmente ultrapassar mil páginas só em cláusulas técnicas, geralmente todas em inglês. Nesses contratos, o escopo de trabalho, a profundidade de entrega e os padrões técnicos do BIM são especificados de forma separada no contrato de projeto e detalhados no BEP (BIM Execution Plan / Plano de Execução BIM).

Vale destacar que o tipo de entregável de projeto — se apenas desenhos, ou desenhos somados ao modelo — deve ser acordado previamente no contrato, com preços totalmente distintos. Isso significa que, no plano contratual, a entrega BIM já é um serviço de valor claramente definido, e não uma «oferta acessória» incluída por acaso. Para as empresas chinesas, essa mentalidade contratual é a primeira lição para entrar no mercado saudita. Se as exigências de entrega BIM não estiverem claras na fase de contratação, é muito fácil que surjam disputas e custos adicionais durante a execução.

Além disso, a gestão contratual na Arábia Saudita tem o e-mail como ferramenta central de comunicação e prova jurídica. Segundo profissionais do setor, um único projeto pode facilmente gerar mais de 3.000 e-mails — e isso ainda é considerado pouco. Cada mensagem pode se tornar prova em uma futura resolução de disputas, o que difere essencialmente do modo doméstico de depender do WeChat. Confirmações de entrega, iterações de versão e pareceres de aprovação relacionados ao BIM devem, com ainda mais razão, ser registrados em canais formais de e-mail.

2. Sistema de normas: a integração profunda entre a norma saudita e a americana

O sistema de normas de construção da Arábia Saudita abrange principalmente o SBC (Código de Construção Saudita), o SEC (Código Elétrico Saudita) e o HCIS (Padrão de Segurança). Segundo profissionais do setor, cerca de 60% a 70% do conteúdo dessas normas é citado diretamente de padrões americanos. A lógica local de consulta é clara: primeiro a norma saudita, na falta dela a norma americana e, ocasionalmente, a europeia.

O impacto direto disso na modelagem BIM é que as propriedades dos componentes, os parâmetros dos materiais, os carregamentos de projeto e outras informações do modelo devem estar em conformidade com as normas locais da Arábia Saudita. Em especial, o padrão HCIS da área de segurança tem exigências altíssimas — sabe-se que, no país, até uma simples guarita precisa ter porta e vidro à prova de balas, requisitos que se refletem diretamente nas propriedades dos componentes do modelo.

Para as equipes chinesas de projeto, construir o quanto antes uma compreensão sistemática do sistema de normas sauditas é o pré-requisito para a execução bem-sucedida de projetos BIM. Recomenda-se que, já na fase inicial do projeto, o responsável pelo projeto lidere o mapeamento, volume a volume do SBC, dos requisitos técnicos relacionados à modelagem BIM, consolidando um manual de referência interno para evitar grandes retrabalhos em obra por interpretação equivocada das normas.

3. Precisão da informação vale mais que a precisão geométrica: a principal diferença de percepção no BIM internacional

No mercado doméstico, a aplicação do BIM tende a se concentrar em visualização 3D, verificação de interferências e produção de desenhos; porém, nos projetos EPC turnkey da Arábia Saudita, o BIM é, em essência, um sistema de gestão de informações de engenharia. Todas as informações do modelo são consolidadas no PMO (Escritório de Gestão do Projeto) e redistribuídas conforme a necessidade de cada departamento: o setor de compras se interessa por marca, preço e modelo; a equipe de obra, pelo prazo de entrada em canteiro; a equipe de O&M, por dados utilizáveis a longo prazo.

Daí emerge uma metodologia de trabalho fundamental: o modelo não precisa estar 100% concluído para ser transmitido. Normalmente, ao atingir 60% de completude, já se inicia a próxima etapa de transmissão de informações, permitindo que diferentes fluxos avancem em sincronia. Esse conceito de «entrega em rolagem» é essencialmente diferente do modelo doméstico de «entrega única». Para equipes domésticas acostumadas a um BIM «de fechamento», essa mudança de mentalidade é mais decisiva do que o aprendizado de qualquer ferramenta técnica.

Na prática, a equipe de projeto também precisa exportar do modelo o BOQ (lista de quantitativos), oferecendo suporte de dados aos setores de obra, compras, custo de construção e outros. Isso significa que cada componente do modelo não deve apenas apresentar posição geométrica correta, mas também carregar informações comerciais completas — da especificação do material ao cadastro do fornecedor, dos parâmetros de instalação ao ciclo de manutenção, sem exceção.

4. Sistema de codificação KKS: a chave para «dar vida» ao modelo

Se no BIM doméstico o ponto de chegada é «modelar + produzir desenhos», nos projetos sauditas o ponto de chegada do BIM é um sistema completo de codificação. O código KKS tem origem no setor elétrico (sistema Siemens) e evoluiu para um padrão internacionalmente aceito; sua contraparte chinesa é a norma «GBT 50549-2020 – Padrão de Codificação de Sistemas de Identificação de Usinas Elétricas». Nos projetos sauditas, todos os equipamentos, tubulações e componentes precisam de um código KKS único, em geral com o formato: número da unidade do projeto + número do tipo de equipamento + número sequencial.

Vale apontar um equívoco comum: o ID de elemento nativo do Revit não tem utilidade real para O&M. O proprietário reclassifica e re-codifica por categoria de família, tipo de família e nome do componente, e a plataforma de O&M precisa ler automaticamente esses códigos, integrando-se diretamente ao sistema de controle back-end. Se a equipe BIM focar apenas na expressão geométrica durante a modelagem e ignorar a incorporação do sistema de codificação, o modelo será praticamente uma «página em branco» na fase de O&M.

A construção do sistema de codificação é um trabalho sistemático. Recomenda-se alinhar com o proprietário, já no início do projeto, as regras de código KKS, as convenções de nomenclatura e o formato de entrega, registrando tudo explicitamente no BEP. Isso não só afeta a eficiência da fase de projeto, mas determina a qualidade e a usabilidade da entrega de O&M.

5. Entrega de O&M: de «subir o modelo» a «alarme automático»

O modelo de entrega de O&M por BIM nos projetos sauditas difere fundamentalmente do doméstico. A prática comum na China é subir o modelo à plataforma de O&M e depois mapear os dados manualmente. Já na Arábia Saudita, a plataforma de O&M após a entrega precisa ler automaticamente os códigos do modelo e conectar-se diretamente a sistemas de controle como o DCS.

Um exemplo real: na demonstração animada de O&M de um projeto, se a rotação do ventilador de ar-condicionado de uma casa de equipamentos se desviar da faixa normal de operação, o sistema de O&M dispara automaticamente um alerta em pop-up e, por meio do código KKS, localiza imediatamente a posição exata do equipamento. Esse é o verdadeiro valor do BIM em projetos no exterior — não apenas um modelo 3D, mas o núcleo de gestão de informações ao longo de todo o ciclo de vida: projeto, obra e O&M.

Cabe destacar que, à medida que a Arábia Saudita define 2026 como o «Ano da Inteligência Artificial», a tecnologia de gêmeo digital acelera sua integração nos cenários de O&M predial. Da modelagem BIM na fase de projeto à gestão inteligente de canteiros na obra, até o gêmeo digital predial na fase de O&M, a tecnologia digital está reconfigurando cada elo do setor de construção saudita. Conforme o planejamento da Visão Arábia Saudita 2030, as futuras cidades inteligentes aplicarão profundamente a inteligência artificial, alcançando a gestão inteligente integrada de sistemas de transporte, infraestrutura e serviços públicos.

Para os profissionais de BIM, isso significa que o entregável do futuro deixa de ser apenas um arquivo estático de modelo — passa a ser um ativo dinâmico de dados capaz de se conectar em tempo real a sensores da Internet das coisas e a motores de análise de IA. Quem primeiro percorrer toda essa cadeia, do BIM ao gêmeo digital, levará vantagem no mercado saudita e em todo o Oriente Médio.

6. Três recomendações para as empresas que buscam o mercado internacional

Primeira: valorizar a mentalidade de gestão contratual. Trabalhar na Arábia Saudita significa tratar o contrato como a «constituição» e o parâmetro de tudo. O escopo de trabalho, o padrão de entrega e o sistema de codificação do BIM devem ser acordados de forma explícita já na fase contratual, e não «completados depois» durante a obra. Recomenda-se contar com um consultor especializado em contratos BIM já na fase de proposta de preço, assegurando a exequibilidade das cláusulas técnicas.

Segunda: superar a mentalidade de que «modelar é produzir desenhos». Nos projetos no exterior, o BIM é, em essência, um sistema de gestão de informações de engenharia que toma o sistema de codificação como esqueleto, o contrato como restrição e o PMO como hub. Além da competência técnica, é preciso adotar uma metodologia de gestão da informação. Os membros da equipe precisam passar por uma transição de «projetistas» para «gestores da informação».

Terceira: antecipar-se na construção da capacidade de entrega de O&M. Os proprietários sauditas têm exigências muito superiores às do mercado doméstico quanto aos dados de O&M. Oferecer um serviço ponta a ponta, da modelagem BIM à integração com a plataforma de O&M, será um dos principais diferenciais competitivos das empresas chinesas no mercado saudita. Especialmente no cenário de aceleração da adoção do gêmeo digital e da inteligência artificial, a capacidade de entrega de O&M será a linha divisória entre «executar projetos» e «executar bem os projetos».

END

As opiniões expressas são do autor  Copyright © Zhuwei Architectural Technology

Proibida a reprodução sem autorização

Ao republicar, cite a fonte: Zhuwei Architectural Technology

      A Zhuwei Architectural Technology é uma empresa de serviços técnicos de novo tipo, especializada em otimização integrada de projeto, consultoria BIM e consultoria em projeto de construção pré-fabricada. Nossa equipe reúne engenheiros seniores de grandes institutos de projeto, ex-executivos de incorporadoras imobiliárias, engenheiros BIM e engenheiros de pré-fabricação, oferecendo otimização integrada de projeto, revisão detalhada de desenhos, consultoria BIM com detalhamento MEP e serviços de projeto pré-fabricado.

      Consultoria em otimização de projeto: Posicionados como extensão e complemento da gestão de projeto das incorporadoras, concentramos nossa consultoria e otimização em edificações civis. Ao longo de todo o processo — ou nas etapas-chave definidas pelo cliente — controlamos a economia, a racionalidade e a segurança do projeto, eliminando custos desnecessários e melhorando de forma mensurável a qualidade dos desenhos: "menor custo, maior eficiência".

      Consultoria BIM: Por meio de tecnologias de construção digital, ajudamos projetistas a reduzir erros e elevar a qualidade na fase de projeto; ajudamos construtoras a economizar e planejar instalações MEP de alta qualidade na fase de obra; e estendemos os modelos BIM à gestão de facilities na fase de operação — em colaboração com os principais fornecedores de software.

      Consultoria em projeto pré-fabricado: Projeto de todo o processo em plataformas BIM, com Revit e Tekla para o detalhamento de componentes PC. A geometria e a armadura dos componentes são vinculadas parametricamente — o que você vê é o que você obtém. Entregamos desenhos prontos para a Indústria 4.0, com comprimentos de corte de cada barra de aço, e suporte habilitado para IoT na produção, estocagem, transporte e montagem de componentes PC.

      Nossa equipe de especialistas vem de grandes institutos de projeto, com sólida base técnica e vasta experiência em projeto e otimização em via dupla; sua capacidade técnica e nível de controle são líderes no setor.

—— Este artigo é sincronizado automaticamente da conta oficial do WeChat «Zhuwei Architectural Technology». Ler o original ——